Segundo a tradição hermética, os baralhos vieram do Oriente. Sua prática já era conhecida entre os hindus, chineses e outros povos do Leste Europeu. Possivelmente, os baralhos de cartas ilustradas e numeradas foram resgatados pelos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários durante e depois das Cruzadas na Terra Santa.
Os primeiros baralhos de tarô surgiram na Europa medieval no século XV. A época exata e seu autor são desconhecidos, e há muitos candidatos à invenção do primeiro baralho de Tarô.
O Tarô é um jogo de 78 cartas. Há 22 cartas que formam os arcanos Maiores e representam indivíduos que personificam uma qualidade ou arquétipo particular. As 56 cartas dos Arcanos Menores que representam eventos, pessoas, comportamentos, ideias e atividades que acontecem na nossa vida. Segundo a tradição cabalística, as cartas e arquétipos do tarô derivam da palavra JEOVAH: YOD – HE – VAU – HE ou YHVH. Essas 4 letras deram origem aos arcanos Maiores e Menores.
Há centenas de anos, o tarô tem sido um dos mais importantes caminhos místicos ocidentais para a leitura da sorte, divinação e autoconhecimento. Ele é o espelho da alma humana.
A palavra arcano significa segredo ou mistério em latim. Na maioria dos baralhos de tarô são numerados de 1 a 21, sendo que o louco pode trazer o Zero ou sem número. As figuras da corte são quatro cartas e nas Cartas Numeradas quarenta cartas, que compõem os quatro naipes, ou reinos: Paus: intuição; Ouros: sensação; Espadas: pensamentos; Copas: Sentimento
Os elementos dos naipes são Paus: Fogo; Ouros: Terra; Espadas: Ar; Copas: água.
As cartas numeradas agrupam-se em quatro naipes, cada naipe contém dez cartas, de Às a Dez resultando 40 cartas. As figuras da corte fecham o grupo dos Arcanos Menores, cada naipe contém 4 personagens: um rei, uma rainha, um cavaleiro e um pajem, sendo que em algumas versões de Tarô, os pajens são substituídos por princesas.
Cada carta tem uma imagem, um nome e um número, que são símbolos poderosos e têm significados específicos. Em seu nível mais simples, o tarô é uma linguagem universal que fala através de uma variedade de símbolos arquétipos. Conhecer o significado por trás desses símbolos e suas reações a eles significa que você poderá identificar essas qualidades na sua vida, trabalhar com elas de uma maneira positiva e melhorar seu desenvolvimento pessoal e seus relacionamentos.
Símbolos e arquétipos possuem um significado profundo, com muitas camadas e níveis de compreensão. Eles nos abrem para recônditos ocultos em nós mesmos, os quais poderíamos, inconscientemente, escolher negar, reprimir ou exilar. Essa linguagem universal faz do tarô um instrumento único para conhecer a si mesmo e fazer escolhas sobre o futuro.
O significado da Palavra Tarô
A origem do nome é um grande mistério. Alguns estudiosos dizem que pode ter se derivado de um termo francês denominado o tarocco, que consiste num jogo que apareceu pela primeira vez na Itália, início do século XV. Não havia nenhuma referência escrita à palavra Tarocco até o ano de 1516. Alguns estudiosos acreditam que procede do termo Tara, frequente usado nas tradições e nos mitos de diferentes povos antigos, entre eles, no trantismo Tibetano.
Outros estudiosos acreditam que o Tarot uma palavra de origem egípcia e seu nome derivado das palavras egípcias Ta-Rosh, que significa “o estilo ou o caminho real”.
Já os cabalistas acreditam que a palavra o Tarot foi composto pela associação das palavras Tarot e Torah.
Autoconhecimento com o Tarô
O tarô propicia um caminho instantâneo e direto para compreender os ritmos e padrões que atuam em sua vida. Incrivelmente, o tarô também parece “prever” padrões ou eventos que estão para acontecer. Isso pode ser uma reação natural do nosso inconsciente, baseada nas imagens do tarô durante a leitura.
O poder do tarô é sua capacidade de guiá-lo, desenvolver sua intuição, “saber” exatamente o que você quer da vida e levá-lo a agir de acordo com esse conhecimento. As cartas revelam a energia e o clima à sua volta, e conferem uma visão interior de si, mesmo a qualquer momento, para que você esteja aberto à escolha, e acima de tudo à autodescoberta.
Tarô não é “maligno”, a menos que a pessoa que o use faça uma escolha nesse sentido, o tarô está além de nossa projeção de bom e mau, e somente reflete a energia do momento e do leitor. Usar o tarô é uma maneira de abrir-se para a sabedoria interior e para o conhecimento oculto. Devido ao medo que a Igreja incute de todas as questões esotéricas que remetem ao ocultismo, o tarô passou a ser associado com as mais sombrias artes ocultas, o que explica o medo comum que as pessoas têm de seu poder.
As cartas do tarô são simples espelhos de nossas emoções e sentimentos, de nossa alma e de nosso ser. Elas são como reflexos num lago onde as imagens são iguais, mas distorcem-se com a agitação da água causada por energias naturais como o vento. O tarô move-se com você, de maneira que você possa trabalhar com a vida, não contra ela. O tarô nos mostra uma imagem refletida de nós mesmos, no momento em que decidimos olhar para o nosso reflexo.
Tipos de Tarô que utilizam o Marselha como modelo.
O Tarô de Marselha, também conhecido pela designação francesa Tarot de Marseille, é um baralho de cartas clássico e um dos mais conhecidos. É um padrão a partir do qual todos os baralhos de tarô derivam. Muitos estudiosos consideram que este tarô seja o que mais possui características originais, e por isso é utilizado como modelo por outros tipos de tarô.
Há outros tipos de tarô que também são conhecidos na mesma popularidade do de Marselha e derivam-se dele. O de Raider-Waiter e o Troth de Aleister Crowley.